De Olho na Abertura da Bovespa
O Ibovespa futuro iniciou em alta nesta segunda-feira. A falta de um consenso dos líderes econômicos na área cambial na reunião do G-20 tem trazido o avanço das commodities e moedas internacionais frente ao dólar neste início de manhã. Além das expectativas de balanços corporativos internacionais.
Nesta semana teremos uma agenda carregada de indicadores de inflação doméstica (IPC-S, IPC-Fipe, IGP-M), dados do Bacen (contas externas, política fiscal e monetária), além da ata do Copom. Na pauta norte-americana destaque para a prévia do PIB no terceiro trimestre.
No encontro do G-20 a promessa foi de se evitar uma guerra cambial, no entanto sem acordo específico. Os agentes econômicos acreditam que nenhum questionamento político é capaz de deter a liquidez dada pelo Federal Reserve. Somado a isso, o G-20 autorizou uma reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) para conceder mais poderes aos países emergentes. Dentre as reformas do FMI cabe destacar que o Brasil faz parte dos países votantes.
Outro destaque é a bolsa de Cingapura, que fez uma proposta de US$ 8 bilhões de dólares para se fundir com a Bolsa de Sidney.
Na Europa, as bolsas abriram no azul, diante de notícias corporativas e avanço das commodities com a queda do dólar. A Hennessy Louis Vuitton divulgou a compra de 14,2% do capital da Hermes. Também foram divulgadas as encomendas da indústria da Zona do Euro, que avançaram 5,3% em agosto comparado a julho. O número subiu 24,4% ante agosto de 2009.
Na agenda americana, será informado mais tarde o total das vendas de imóveis usados em setembro, com previsão de 4,25 milhões de imóveis, entre outros dados.
Na pauta doméstica, a FGV divulgou a terceira quadrissemana do IPC-S de outubro, com inflação de 0,66%, ante previsão de 0,62%. O dado na quadrissemana anterior ficou 0,65%.
Segundo nossa equipe de análise técnica, no encerramento da semana a análise do gráfico diário do Ibovespa mostrava maiores possibilidades de ingresso em uma correção intermediária, já que o índice caiu abaixo do fundo anterior (69.313 pontos), quebrando assim o padrão altista de topos e fundos em níveis cada vez mais elevados. A mais provável zona-objetivo para esta queda está situada em 67.500/67.000 pontos, a partir de onde o possível esgotamento do Indicador de Força Relativa daria chance para nova recuperação.
Lembramos que o Ibovespa é um índice, ou seja, reflete apenas o comportamento misturado das ações líderes, de modo que as análises individuais devem ser observadas no módulo de Análise Gráfica.
Bom dia e bons negócios!
Lopes Filho
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